Metal Open Mind

domingo, 14 de janeiro de 2018

MOM TOP30 2017 Countdown - STEVEN WILSON


Considerado com um dos grandes nomes do rock progressivo na atualidade, Steven Wilson chega ao seu quinto álbum a solo, e desta feita inspirado por artistas pop como Peter Gabriel, Kate Bush, Talk Talk e Tears for Fears, que segundo ele mesmo afiirma, o influenciaram em sua juventude. Tendo em conta seus mais de 30 anos de carreira, 20 dos quais a liderar o Porcupine Tree, Steven não precisa provar mais nada a nínguém, e isso está bem patente neste "To The Bone", um trabalho que ainda mantém os principais elementos que o tornaram famoso, e ainda assim surpreende na roupagem pop de alguns temas, sendo o exemplo mais flagrante o single "Permanating" (video abaixo), que analisado isoladamente deixou muitos fãs com a pulga atrás da orelha.



Se evitarmos um julgamento precipitado, podemos concluir que estamos diante de mais um grande trabalho de Steven Wilson, onde o melhor do músico britâncio se faz presente em cada tema de "To The Bone", seja nos momentos mais introspectivos como "Pariah" onde faz dueto com a vocalista israelita Ninet Tayeb, ou em momentos mais descontraídos como na faixa título que abre o álbum. O tema "Refuge" por exemplo, fica no meio termo, mas conta com ótimos solos de harmônica e guitarra.



As letras também soam profundas, como em "Nowhere Now", que fala sobre a condição humana. Cantada de forma casual, só nos damos conta da mensagem quando paramos para prestar atenção nas letras. Momentos como este em particular, me fez lembrar a fase do Rush no final dos anos 80, onde o bom gosto dos arranjos e a execução instrumental tornam a canção memorável.


No geral, a proposta de Steven Wilson em "To The Bone" é clara e de fácil imersão, mas não se trata de um trabalho simplista, longe disso. Temas como "The Same Asylum As Before" sintetizam a essência de sua música, ou seja, progressão bem doseada com direito a climax, sem exageros instrumentais, mas com uma tremenda sensibilidade musical.

sábado, 13 de janeiro de 2018

MOM TOP30 2017 Countdown - CORRODED



Que grata surpresa ouvir pela primeira vez o Corroded! Como nunca tinha ouvido falar deste quarteto Suéco, pensei que se tratasse de seu álbum de estréia, mas na verdade "Defcon Zero" é o quarto trabalho de estúdio de uma carreira bem sucedida que teve início em 2004. A sonoridade do grupo é pesada e melódica, e este equilíbrio se mantém durante os 11 temas do álbum. O tema de abertura "Carry Me My Bones" mostra de cara o potencial da banda, com riffs de guitarra na linha Metallica/Megadeth a se impor após o início acústico e com nuances doom. O vocalista/guitarrista Jens Westin acompanha bem a parte melódica da canção e não se inibe em apresentar registros mais rasgados sempre que necessário. Confira abaixo no videoclipe do tema em questão.



A produção é realmente muito boa, e a sonoridade que o grupo explora nos remete ao que de melhor já se produziu em território norte-americano em termos de rock/metal de cariz moderno. Em alguns momentos parece que estamos diante de um mix de Nickelback/Godsmack, em temas como "Gun and a Bullet" ou a galopante "Fall of a Nation" por exemplo. Confira esta última no lyric video abaixo.



O Corroded pode não ser a banda mais original oriunda da Suécia, mas a competência e o bom gosto são latentes, principalmente no que diz respeito ao acabamento melódico das canções, ou seja, os refrões orelhudos e memoráveis abundam por aqui. Outros temas que se destacam são "Vessels of Hate" e "Burn it to the Ground". No geral "Defcon Zero" é um ótimo álbum, pesado que baste, bem balanceado, e muito agradável de se ouvir.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

MOM TOP30 2017 Countdown - GRAVE PLEASURES


Saudades do rock gótico dos anos 80? O romantismo obscuro e dançante de bandas como The Cure, The Mission, Sisters of Mercy, Echo and the Bunnymen e Bauhaus fizeram a sua cabeça e colocaram o seu "esqueleto a abanar" em alguma discoteca enebriante da era post-punk? Então, o Grave Pleasures é a banda que você deve conhecer agora, pois irá te proporcionar uma incrível viagem no tempo. Experimente por exemplo a excelente "Joy Through Death" (video abaixo), e sinta toda a nostalgia do gênero num tema que trata a morte com algo belo e libertador.


O grupo surgiu em Helsinki em 2010 sob o nome Beastmilk, mas após o álbum de estréia em 2013, o vocalista Mat McNerney e o baixista Valtteri Arino recrutam 3 novos integrantes, rebatizam o projeto, e lançam "Dreamcrash" em 2015. "Motherblood" é portanto, o segundo longa duração desta nova fase do quinteto Finlandês, um ótimo regresso que sintetiza o melhor do rock gótico na atualidade. Na belíssima capa do álbum temos a representação da deusa Hindu Kali, a divina "mãe" do universo, a destruidora de toda a maldade. Aliás, o videoclipe para o tema "Be My Hiroshima" (metáfora para uma morte sem dor) é na verdade uma meticulosa interpretação da lenda onde a guerreira caçadora de demônios surge implacável e com o corpo de seu esposo Shiva caído a seus pés. A capa nada mais é do que um still dessa produção assinada pela artista Finlandesa Tekla Valy.



Musicalmente, o que mais chama a atenção em "Motherblood" é a performance do vocalista McNerney, com pelo menos dois registros principais, um mais grave a lá Peter Murph (Bauhaus) e outro mais agudo que lembra muito Robert Smith do The Cure. Já o instrumental, apesar de simples, é bem executado, dinâmico e coeso, com destaque para o baixo pulsante de Arino. O álbum teve lançamento mundial assegurado pela Century Media Records, e o energético tema de abertura "Infatuation Overkill" foi single de avanço, um tema que coloca o ouvinte de cara no clima pré-apocalíptico que percorre os quase 40 minutos de sua audição. Extremamente recomedado!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

MOM TOP30 2017 Countdown - GOTTHARD



Com 25 anos de carreira nas costas, o Gotthard comemora as bodas de prata com este "Silver", seu 12º álbum de estúdio, o terceiro com Nic Maeder no lugar do vocalista original Steve Lee, que perdeu a vida num acidente de motocicleta em 2010. Mais uma vez o quinteto surpreende pela qualidade musical fazendo juz ao status de uma das maiores bandas de rock da Suíca. A galopante abre alas "Silver River", com refrão forte e melódico, e a sequência com "Electrified", já colocam o ouvinte no clima upbeat consistente e "classudo" da banda. É claro que não faltam momentos mais amenos como "Stay With Me", num claro piscar de olhos ao trabalho mais memorável de bandas como Whitesnake. Confira o vídeo deste single abaixo:


A versatilidade do vocalista Nic Maeder também é notória em temas como "Miss Me", com um registro muito próximo do finado Chris Cornell. Apesar de fugir um pouco da linha habitual da banda, nota-se um perfeito equilíbrio de execução, num tema que transpira bom gosto e sensualidade. Confira o video do tema em questão abaixo.



Considerando os dois temas bonus da versão digipack ("Walk On" e "Customized Love"), temos no total 15 ótimas canções, que mantém o ouvinte entretetido e satisfeito durante toda a audição. O que mais impressiona no entanto, é a vitalidade da banda, que conseguiu se reerguer rapidamente, e promete manter o nível de excelência melódica, quiça, por mais 25 anos.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

MOM TOP30 2017 Countdown - AVATARIUM


Terceiro longa dos Suecos Avatarium, banda criada pelo baixista Leif Edling in 2013. Quem acompanhou a carreira de Leif na banda doom Candlemass, ou em projetos mais ousados como Abstrakt Algebra e Krux, sabe que sua obra nunca decepciona. No entanto, por motivos de saúde, Leif se afasta dos palcos em 2014, fato que gerou dúvidas da sua continuidade no projeto.

A novidade "Hurricanes and Halos" ainda traz a assinatura do baixista, porém o guitarrista Marcus Jidell (Soen, The Doomsday Kingdom, ex-Evergrey) e sua lindíssima esposa, a vocalista Jennie-Ann Smith, assumem uma boa parte das composições. O que de certa forma explica as diversas roupagens musicais que o grupo explora nas 8 canções do álbum, sempre com bom gosto e muita sofisticação.

O tema de abertura é excelente "Into the Fire / Into the Storm", com uma pegada mais rápida, e refrão forte e pegajoso. O uso de órgão, cortesia de Rickard Nilsson, ajuda criar aquela áura das grandes bandas de hard rock setentista, como Deep Purple e Uriah Heep. Algo que se repete mais a frente em "The Sky at the Bottom of the Sea". No entanto a banda aposta num tema mais comercial como avanço do álbum, e acho que isso acaba atrapalhando um pouco a aceitação deste trabalho. Veja o clipe de "The Starless Sleep" abaixo, um bom tema, mas sem o peso característico da composição de Leif, como nas sabáticas "Medusa Child" e "A Kiss (From The End of The World)".


A voz bluesy de Jennie é um tempero muito especial na sonoridade densa do gupo, pois torna a audição mais fácil e agradável, e retira um pouco daquele clima sorumbático típico do gênero. Sem dúvidas um ótimo álbum de soft doom para metalheads mais sensíveis ou menos exigentes.

sábado, 30 de dezembro de 2017

MOM TOP30 2017 Countdown - MARTY FRIEDMAN



Acompanho o trabalho do guitarrista Marty Friedman desde os tempos do Vixen/Hawaii no início da dácada de 80, porém foi com o projeto Cacophony (ao lado de Jason Becker) que começei realmente a apreciar seu estilo de tocar. Depois disso manteve-se ocupado durante toda a década de 90 como integrante fixo do Megadeth. No entanto, ainda antes da fama que alcançaria ao lado de Dave Mustaine, lança "Dragon's Kiss", o execelente debut em carreira a solo. De lá para cá foram 12 álbuns de originais, sendo "Wall of Sound" o mais recente editado em Agosto passado. O single de avanço foi "Self Polution", justamente a faixa que abre o álbum, um tema instrumental bem trampado, intenso, e rápido no início e no fim, com parte da música pelo meio em jeito de balada clássica com os habituais solos de guitarras, sempre melodiosos e hiper sentimentais.



Aos 55 anos de idade, Marty Friedman já não precisa provar nada a ninguém. Suas novas composições não deixam dúvidas de seu enorme talento musical, principalmente quando explora fusões rítmicas. O tema "Whiteworm" é um ótimo exemplo, hiper pesado (que som matador de guitarra!) e repleto de mudanças ritmícas e variações melódicas.


Há muitos a viver no Japão, Marty casa-se com a violoncelista japonesa Hiyori Okuda em 2012. Por lá desenvolveu carreira a solo, produziu outros artistas, montou sua própria editora, e como não poderia deixar de ser, absorveu muita da cultura japonesa também, o que ficou patente em álbuns como o "Scenes" de 92. No entanto em "Wall of Sound" isso é quase inexistente, estando muito mais próximo musicalmente do ótimo "Inferno" de 2014. Os convidados especiais não abundam desta vez, mas só potencializaram canções como "Sorrow and Madness" com Jinxx (Black Veil Brides) nos violinos, "Pussy Ghost" (black metal?!) com Shiv Mehra do Defheaven nas guitarras extra, e finalmente "Something to Fight" com Jørgen Munkeby (Shining) nas vozes. Este último inclusive o único tema cantado neste disco, e tem até solo de saxofone! E que porrada! Me fez lembrar algo dos projetos de Devin Townsend. Apesar dos momentos pesados abundarem, há espaço é claro para temas como "Miracle", uma doce balada neoclássica.



É sempre bom poder acompanhar a produtividade criativa de um músico durante décadas. E Marty Friedman é um daqueles que valeu muito a pena ter por perto. É sempre boa música, se reinventando a cada álbum, a cada etapa de vida superada. Sem dúvidas, um dos melhores discos instrumentais que eu ouvi em 2017.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

MOM TOP30 2017 Countdown - IGORRR



Quem me conhece pessoalmente sabe que tenho um gosto peculiar por projetos inconvencionais. Claro que esse gosto só se apurou ao longo de muitos anos ouvindo as mais diversas vertentes de música de todos os cantos do mundo. Portanto não estou a espera que o Igorrr esteja no paladar de quem é iniciante em música pesada, ou de veteranos puristas que nunca abandonam a zona de conforto. A digestão não é fácil, está claro, principalmente para quem não suporta música eletrônica.

Gautier Serre, o mentor deste projeto Francês, afirma que só quer fazer a música que ama, que faça sentido para ele próprio, sem restriões, e sem questionar se será muito complexa ou muito além do que as pessoas estão a espera de ouvir. E é justamente por isso que essa fusão de elementos do metal extremo, da música eletrônica, e da música clássica/barroca, é das mais originais que já tiva a oportunidade de ouvir nesta década. E olha que já ouvi de tudo! Um ótimo exemplo é o tema "Opus Brain" que mesmo abusando dos breakbeats e manipulações eletrônicas, se revela intenso e belo pelo meio, antes do ataque de blastbeasts no final. Confira no video abaixo:



Entre as músicas mais geniais do álbum estão na minha opinião "Houmous" (com homenagem aos  videogames no final), "Spaghetti Forever" (uma balada acústica com viés clássico e passagens extremas), "Cheval" (com o acordeão e a voz da soprano em destaque novamente - veja o videoclipe abaixo), e "Au Revoir" que encerra o disco de forma magistral. Previsível apenas a dicotomia calmo/agressivo, que é explorada incansavelmente, e de forma muito extrema neste novo disco.




Agora para quem quiser sentir a faceta mais 'neanderthal' do projeto, sem tantas fusões, experimente o tema "Apopathodiaphulatophobia", pois a entrega gore grind deve agradar até fãs de Morbid Angel, banda que diga-se de passagem, Gautier já remixou para uma compilação em 2012.

Apesar de considerar a idéia interessante, a faixa de abertura "Viande" não é nada mais do que um exercício catárquico e onomatopéico. Já as explorações dicotômicas em "Leud" me agradam bem mais, onde a belíssima voz de Laure Le Prunenec surge já a meio da música para fazer o contraponto aos gritos angustiantes de Gautier Serre no início da canção. Confira no video abaixo:

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

MOM TOP 30 2017 Countdown - PALLBEARER


O ano foi muito bom para o doom metal, várias bandas em destaque em diversas listas entre os melhores lançamentos do ano, entre eles "Mirror Reaper" do Bell Witch e "Hamartia" do Novembers Doom. Também tivemos bons álbuns do gênero aqui no Brasil, como o debut homônimo do The Evil ou "RLC" do Saturndust. Teve outra estréia muito boa também, projeto da Nova Zelândia, mas esse ainda deve aparecer aqui no TOP30. Decidi então dar mais umas ouvidas neste "Heartless", terceiro opus do grupo norte-americano Pallbearer, e apesar de notar uma certa despretenciodade musical, posso afirmar que todo o "hype" sobre o grupo tem fundamento.

Intenso e melancólico, somos envolvidos pela negritude das guitarras, compassadas a meio-tempo, em canções que beiram o prog, tudo muito equilibrado e condizente com a carga emocional das letras que falam sobre a mortalidade, vida e amor. O tom é soturno, como não poderia deixar de ser, afinal trata-se de doom metal tradicional. Talvez o diferencial aqui seja o vocal limpo do guitarrista Brett Campbell, registro que permite uma maior leveza na audição, e consequentemente uma maior alcance de sua música. Excetuando alguns momentos mais intensos, o álbum é bem tranquilo de digerir, e o Pallbearer faculta a possibilidade de uma imersão mais aprofundada, mesmo no caso do ouvinte  menos habituado a esta sonoridade em particular.

Confira abaixo o tema de abertura "I Saw The End", retirado do álbum "Heartless".


MOM TOP 30 2017 Countdown - Diablo Swing Orchestra



Desde o meu primeiro contato com o álbum "Sing Along Songs for the Damned & Delirious" de 2009, que tenho o Diablo Swing Orchestra como um dos grupos Suecos mais ousados a surgir na última década. Depois disso já lançaram o ótimo "Pandora's Piñata" em 2012, e agora este surpreendente "Pacifisticuffs" no início deste mês. Confesso que até então nunca havia reparado no conteúdo lírico do D.S.O., pois sua música é tão ampla e envolvente, que eu me perdia imerso na sofisticada abordagem musical, hipnotizado, e rendido pela amplitude de referências atemporais.

As letras são uma ferramenta importante quando se quer contar uma história ou passar uma mensagem forte. Foi casual ter reparado nelas desta vez, talvez por causa da menor consistência rocker do álbum, não sei. A versatilidade, a criatividade, o bom gosto, tudo está lá presente, porém desta vez há uma alegria contagiante no ar, um tom festivo, um cuidado extremo nas partes mais calmas, que beiram o pop mainstream. Para ilustrar melhor, leve em consideração a presença de um violoncelista, um trompetista e um trombonista entre os integrantes fixos do grupo, então o trabalho orquestral é perfeito, os arranjos de metais idem.

A grande novidade em "Pacifisticuffs" é a estréia da vocalista Kristin Evegård, que desde 2014 ocupa o lugar deixado por Annlouice Lögdlund, a soprano que agora se dedica exclusivamente a carreira operística. "Jigsaw Hustle", o single de avanço lançado naquele ano, serviu para oficializar a mudança, e deixou muitos (como eu) um pouco céticos para o novo longa, principalmente devido a abordagem discoteca deste tema em particilar. Confira o lyric video abaixo com Kristin nas vozes.


Claro que os dois guitarristas da banda (Daniel e Pontus) também cantam, e isso ajuda muito na parte harmônica, na interpretação das letras e nos revezamentos vocais. Mas Kristen tem potencial, faz um trabalho seguro, mais etéreo e "indie" que as vocalistas anteriores, e tem espaço para evoluir. Infelizmente isso não foi possível de abstrair somente com a audição isolada deste single, tema que agora ressurge remixado no álbum.

Nada por aqui é ao acaso, e no geral o trampo das músicas está realmente incrível, mesmo nos pequenos interlúdios instrumentais, que servem como pontes entre as músicas. Destaque também para a estréia do baterista Johan Norbäck, que substitui a altura seus antecessores.

Ainda bem que tive a oportunidade de ouvir "Pacifisticuffs" nos últimos dias, pois eu sabia que estava diante de mais um grande álbum do Diablo Swing Orchestra. Um álbum que cresce a cada audição, destacando-se pela descontração e fluidez que contrastam com o tom profundo das letras, seja nas mensagem de amor "Knuckelhugs", ou nas mensagens de liberdade em  "The Age Of Vulture Culture" e "Superhero Jagganath" e "Lady Clandestine Chainbreaker".

O D.S.O. é um grupo que nasceu com uma proposta diferenciada de fazer um grande caldeirão musical onde cabe de tudo um pouco, rock, swing, tango, heavy metal, jazz, bluegrass, orquestral, tudo aqui é possível. E a energia dessa fusão ainda é muita mais intensa quando a mensagem é interceptada, pertinente, e bem vinda. O combo é imbatível, e recomendável a todos os ouvintes de mente aberta.

sábado, 23 de dezembro de 2017

MOM#149 Atlas do Rock - Portugal



Para encerrar a série de podcasts Atlas do Rock com chave de ouro, temos o prazer de apresentar um programa totalmente dedicado a Portugal. Em jeito de especial de Natal, destacaremos 6 bandas Portuguesas, cada qual com depoimentos exclusivos para os nossos ouvintes. São elas: LONTHRA, EARTH ELECTRIC, HOURSWILL, SHUTTER DOWN, TERROR EMPIRE e HEAVENWOOD.

O especial ainda conta com a participação especial de Manuel Joaquim, que comanda o programa Eclipse Metálico através da rádio Marcoense FM de Portugal desde 1997. Ele co-apresentará a segunda hora do programa, e irá destacar algumas das principais bandas Portuguesas que entrevistou em 2017. São elas: IBÉRIA, HOST, LYZZARD, SACRED SIN, GROG e CAVEMASTER.

A rádio Rock Freeday irá transmitir com exclusividade amanhã, dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, a partir das 20h horário de Brasília. Logo depois o podcast ficará disponível para streaming e download nos canais Metal Open Mind do podOmatic, HearthisAt, Mixcloud e iTunes.