Metal Open Mind

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

MOM 2017 TOP30 Countdown - King Gizzard & the Lizard Wizard



King Gizzard & the Lizard Wizard é um septeto Australiano formado em 2010 que vem se destacando no mercado independente mundial. Desde 2012 já lançaram 12 álbuns! Só em 2017 foram 4 álbuns de estúdio, sendo este "Polygondwandaland" a mais recente novidade.  Só pela produtividade já merecia um prêmio. Felizmente, o grupo compensa também em termos de criatividade, fusão sonora, e entrega ao vivo.

Foi justamente através de um show deles no festival NOS Primavera Sound na cidade do Porto (Portugal), que tomei contato com o som da banda. Isso no início deste ano, e confesso que fiquei intrigado com o que vi. Depois disso só ouvi os álbuns "Nonagon Infinity" de 2016, "Murder of the Universe" de 2017, e finalmente este "Polygondwandaland". Então, dentro daquilo que ouvi até agora, este é sem dúvida o mais progressivo, psicadélico, experimental, o melhor.


O tema de abertura por exemplo, "Crumbling Castle", é um carrossel que transporta o ouvinte numa viagem progressiva durante quase 11 minutos. Hipnótica no início, vai ganhando intensidade, velocidade, e no ápice descamba para um intenso doom metal???? E este nem é o melhor do álbum! Se isso não for suficiente para despertar o interesse em conhecer o potencial criativo da banda, então ignore completamente esta resenha, e passe para a próxima.

Agora, para quem ficou curioso e gosta de explorar os universos musicais de bandas como Radiohead, Tool, VoiVod, Pink Floyd, Yes ou Jethro Tull, mas ainda não conhece o som dos caras, confira por si próprio e adentre o universo do King Gizzard & the Lizard Wizard. Garanto que a fórmula não se repete no restante álbum, com músicas bem mais curtas, cada qual em sua imersiva exploração musical, do garage ao folk progressivo, tem de tudo um pouco nesse caldeirão mágico.

Destaques pessoais: "Loyalty", "Horology" e  "Inner Cell.

O álbum "Polygondwandaland" está disponível para download gratuito na plataforma bandcamp desde 17 de Novembro de 2017. Baixe agora!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

MOM TOP30 2017 Countdown - ARTIFICIAL LANGUAGE


O prog metal continua em alta, cada vez mais diversificado, e abraçando novas crias como é o caso do Artificial Language, quinteto oriundo da Califórnia, que ousa incrementar o gênro post-hardcore com elementos neo-clássicos/progressivos pouco comuns no metalcore atual.

Seguindo o mesmo caminho de bandas como Haken, Cynic e Leprous, o grupo consegue fazer um som com algum nível de complexidade, tendo como diferencial os arranjos e a abordagem de cariz erudita. A guitarra sempre muito harmoniosa, destila arpejos clássicos sem nunca chocar com a entrega emotiva do vocalista Shay Lewis. Aliás, vale a pena frisar que seu registro vocal mantém-se sempre limpo e melodioso, sem nunca precisar recorrer a registros mais intensos ou agressivos.

Assista ao video do tema "Unself Portrait" abaixo, que resume bem a proposta da banda. Com uma  introdução em piano clássico, e alguns arranjos de cordas pelo meio, o grupo vai costurando sua sonoridade melodiosa com bom gosto e harmonia. As mudanças rítmicas surgem naturalmente, sem exageros, equilibrando as partes mais pesadas com outras mais calmas. No fundo, o Artificial Language já sabe que o importante é a canção, a mensagem, e não cai na armadilha da virtuose.




O resultado geral é muito positivo, e mostra que até um debut despretensioso como este, pode se transformar num dos principais lançamentos do ano. "The Observer" é portanto um álbum incontornável para quem gosta de acompanhar bandas com personalidade e potencial dentro do universo progressivo/alternativo independente.

Guz69

MOM TOP30 2017 Countdown - VUUR


Todo ano tem aquela estréia que se destaca de toda a competição, trazendo uma sonoridade híbrida e refrescante dentro da cena do rock pesado. É justamente o caso do Vuur, que me conquistou desde o primeiro contato com "My Champion", tema que abre este ótimo debut "In this Moment We Are Free - Cities". O grupo é formado por músicos experientes e pra lá de talentosos, a começar é claro com a belíssima Anneke van Giersbergen, que encabeça mais uma estonteante aventura musical .

Assista o video do single "My Champion - Berlin"



A novidade "Cities" foi lançada em Outubro passado, e traz 11 canções, cada qual dedicada a uma grande capital do mundo, retratando a liberdade na ótica de quem vive numa metrópole. Até o Rio de Janeiro surge representado no tema "Freedom - Rio", em jeito de balada espirituosa, e com doses homeopáticas de peso. Vale lembrar que Anneke esteve no Brasil em 2015, na altura com o The Sirens, onde reinterpretou clássicos de seu início de carreira com o The Gathering.

O nome Vuur traduzido do Holandês significa "Fogo", e pode ser interpretado como "Paixão" ou "Combustível". E aqui no caso o combustível é o amor pela música pesada. Vuur foi escolhido para representar a faceta mais intensa e progressiva de Anneke. O diferencial é que o grupo consegue equilibrar o peso e a melodia de forma exemplar. O tom geral é melancólico e de grande carga dramática, quase pomposo em alguns momentos, mas super convincente em sua maior parte.

O instrumental é trampado e bem coeso, cortesia de ótimos músicos recrutados do line-up live do The Gentle Storm (último projeto musical de Anneke com Arjen Lucessen), somado ao guitarrista Jord Otto (ex-ReVamp). Então a vocalista está muito bem assessorada por aqui, e não faltam ganchos acústicos para fisgar o ouvinte na imersão das partes mais intensas.

Guz69

MOM TOP30 2017 Countdown - HEADCHARGER


Em setembro passado publiquei o podcast Atlas do Rock sobre a França. Durante a minha pesquisa para esse especial, acabei esbarrando em algumas bandas no bandcamp, e entre elas o Headcharger. Eu nunca tinha ouvida falar deles, mas reparei que a novidade "Hexagram" já era o seu sexto trabalho de estúdio, e que a banda já estava num estágio mais avançado de experiência. Entrei em contato com o compositor e baixista Romain Neveu, e ele na hora se mostrou interessado em participar, me enviando o álbum completo em formato digital, e depois também a versão física em digipack.

Então realmente pude ouvir com calma e apreciar na totalidade esta obra ROCK, pautado em groove e energia, deste cativante quinteto Francês. Sim, gostei bastante, principalmente da faceta energética de temas como "Dirt Like Your Memories", "The One You Want To Be" e a faixa de abertura "Coming back To Life", cujo video você pode conferir abaixo.



Há uma certa homogeneidade entre as 11 músicas que compoem "Hexagram", além de um conceito "Dr Jekyll & Mr Hyde" rolando como fio condutor das músicas, mas não têm como não destacar a semi-mamutesca "Feed Our Illusions" que encerra o álbum. Groove pesado, ótimos riffs, lembrando em partes algo de bandas como Alice in Chains, Tool e Mastodon, nada complexo mas muito eficiente. Espero realmente que eles explorem esse caminho mais denso, em mais temas no futuro.

Apesar da França nunca ter sido referência em rock pesado, tem sempre boas bandas surgindo por lá, e as que cantam bem em inglês, como o Gojira por exemplo, acabam se internacionalizando mais facilmente. Com o Headcharger não é diferente, já fizeram tour de suporte a várias bandas famosas, e também tocaram em grandes festivais, tais como Hellfest, Sonisphere e Bloodstock, na Europa.

Estão juntos há 20 anos, desde quando a banda ainda se chamava Doggystyle, e praticavam um crossover metal/hardcore. Ouvindo "Hexagram" nota-se claramente que o grupo amadureceu muito, e hoje faz juz em figurar entre os melhores álbums ano. Pelo menos dentre os que recebi em 2017 :)

Ouça o depoimento dos músicos Romain Neveu e Sébastien Pierre no player abaixo, o Headcharger é logo a primeira banda em destaque no programa.



domingo, 10 de dezembro de 2017

MOM TOP30 2017 Countdown - DEEP PURPLE



Nos próximos dias o Deep Purple irá fazer 3 shows no Brasil, nesta que será a última oportunidade do público Brasileiro ver de perto, lendas vivas como Ian Gillan, Roger Glover, Don Airey e Ian Paice.

Infelizmente, nunca tive a oportunidade de assisti-los ao vivo, e também não vou conseguir estar presente nesta "The Long Goodbye Tour". Da mesma forma que perdi a "The End" do Black Sabbath no ano passado. Até considerei alterar meus planos desse dia para assistir o festival Solid Rock, porém com a mudança de line-up, Cheap Trick no lugar do Lynyrd Skynyrd, acabei desistindo de vez. Talvez me arrependa, afinal os septagenários do Deep Purple ainda estão mandando muito bem, pelo menos em estúdio, vide este ótimo "inFinite".

Desde 94 que o line-up se mantém estabilizado com Steve Morse nas guitarras, o mais jovem da banda com 63 anos! Exceptuando é claro, a entrada do tecladista Don Airey após a morte de Jon Lord em 2012. Dos últimos 6 álbuns de estúdio, somente este "inFinite" me chamou realmente a atenção. Talvez seduzido pela belíssima fotomontagem da capa, onde o símbolo do infinito aparece desenhado pelos rastros da passagem de um navio pela crosta congelada do oceano. Até o logo surge renovado surgerindo classe e leveza, um cuidado com a imagem que não se via do Deep Purple desde o "Abandon" de 98. Já iscado pelo gancho da capa e do single de avanço "Time for Bedlam", separei o álbum para ouvir com calma, e me surpreendi em alguns momentos, e no geral gostei bastante.

Claro que não há nada bombástico aqui, nada muito fora do universo rock da banda, porém nada descartável também! Muito pelo contrário, o bom gosto predomina de forma homogênea do princípio ao fim da audição. Mas você precisa estar fisgado, pois quando se trata de músicos gabaritados com estes, não tem como produzir algo ruim ou decepcionante para ouvidos calejados.

Musicalmente, este vigésimo álbum de estúdio traz nove boas novas canções, para além de uma despretensiosa versão de "Roadhouse Blues" do The Doors. No geral muito groove, muita alma, muito blues, muita ginga, muita sabedoria, muita envolvência musical, muito Purple.

Me agrada especialmente quando tocam territórios progressivos, tal como na faixa de abertura "Time to Bedlam", num claro piscar de olho a suas origens. Outra faixa interessante é "The Surprising" cujo clipe abaixo é bem ilustrativo dessa nova fase. Uma canção longa, mas que em alguns momentos nos remete a sua gênese progressiva.





sábado, 9 de dezembro de 2017

MOM 2017 TOP30 Countdown - SEPULTURA


Recebi pouquíssimo material de bandas Brasileiras este ano, quer seja de músicos ou de seus representantes. E não estou falando apenas de lançamento físico, ou CD, afinal não passo um dia sem receber promos digitais da Europa e EUA. É justamente com base nesse material que desenvolvo as pautas do Metal Open Mind. Curiosamente no Brasil, é sempre esse enguiço da praticidade, da falta de interesse, do "cada um por si", e a cena ao invés de crescer, vai-se diluindo em guetos. Enfim, sinal claro de que vivemos um momento carente de grandes inovações artísticas no meio underground.

Mesmo assim, devo dizer que algumas pratas da casa não decepcionaram, como é o caso do Sepultura, Shadowside, Dark Avenger, Vandroya e Project46. Angra só no ano que vem mesmo, então, quem é que lançou algo realmente estrondoso e/ou inovador este ano?

Bom, mesmo com um leque limitado de opções, não tem como não destacar a ótima fase do Sepultura na era pós-Roots com o conceitual "Machine Messiah". O tema da robotização da sociedade é muito pertinente nos dias de hoje, e o grupo vai fundo explorando a idéia de que o ser humano está se transformando em máquina. O ciclo final da criação da "Máquina Divina".

A temática do álbum está explícita no video de "Phantom Self". Já a proposta sonora  surpreende apenas do solo pra frente, quando o grupo explora um mix de elementos sinfônicos, melodias orientais, com tempero de música tradicional regionalista do Brasil, isso tudo num avassalador e intenso groove. O refrão é forte e funciona bem. Confira!


Instrumentalmente, temos um Sepultura super técnico, preciso, e destemido na exploração sonora das fronteiras de sua música extrema. Digna de destaque também está a prestação mostruosa de Eloy Casagrande, que assentou como uma luva na sonoridade moderna do grupo. Para além de igualar Igor Cavalera na intensidade da entrega, supera o ex-baterista na dinâmica e versatalidade.

Na parte vocal, Derek Green surpreende também, principalmente quando ele canta ao invés de berrar. Não que ele berre mal, mas esse registro "rasgado" é das coisas menos excitantes na sonoridade atual do grupo. O hiato maior entre álbuns de estúdio também ajudou na composição e produção do novo repertório, pois no geral o trampo de Andreas Kisser e Cia está realmente de alto nível.

Os destaques do álbum vão para as canções onde a diversidade vocal se fez mais presente, são elas: "Iceberg Dances", "Vandals Nest", "Cyber God" e a excelente faixa título "Machine Messiah". Seguindo firme nessa trilha evolutiva, não tardará ao Sepultura lançar sua derradeira obra prima, o disco apaziguador, que encerre o ciclo da banda de forma influente a nível global, e em unanimidade entre os fãs nacionais, muitos deles como eu, que acompanham o grupo mineiro há 3 décadas.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

MOM 2017 TOP30 Countdown - UNLEASH THE ARCHERS


No ano passado entrevistei a vocalista Brittney Hayes do Unleash the Archers para o especial Atlas do Rock sobre o Canadá. Eles haviam lançado "Time Stands Still" em 2015, debut para a Napalm Records, e estavam começando a mostrar seu potencial na Europa. Naquela oportunidade ela definiu a música praticada pelo grupo, como um Power Metal mix, com elementos sinfônicos e de metal extremo. Segundo seu depoimento, a composição musical seria sempre pautada de acordo com os sentimentos do momento, e que a base de tudo seria sempre o Heavy Metal, independente de sub-estilos.

Relembre a entrevista concedida para nosso podcast, na segunda hora do episódio abaixo:



Sólido e bem produzido, ouvir "Apex" é tudo menos decepcionante. Os vocais rasgados surgem pontualmente no meio da avalanche melódica proposta no álbum, mas sem nunca ofuscar o brilho da entrega vocal de Britney. Tais como os detalhes orquestrais, as partes agressivas estão perfeitamente inseridas nos momentos mais densos e sombrios das músicas. Sim, o Power Metal pode conviver com laivos de extremidade sonora também. E como é bom vê-lo forte e saudável em jovens bandas como o Unleash The Archers, que a cada álbum vem derrubando barreiras do preconceito, ultrapassando fronteiras de gêneros e estereótipos datados, e nos presenteando com suas melhores criações.

Confira o video oficial para o tema "Cleanse The Bloodline":



Para mim, o grande destaque do álbum é o tema "Ten Thousand Against One". Peso, melodia e intensidade na medida exata, numa levada meio Iced Earth, quase épico, e com um refrão demolidor.
Apesar da versatilidade, a proposta da banda é coesa e mantêm-se ao longo das 11 faixas, sem nunca descurar da vertente melódica ou do potencial comercial. Não por acaso entrou na tabela da Billboard pela primeira vez este ano, após uma árdua década de atividade. "Apex" é portanto, uma obra digna de figurar entre os melhores do ano em termos de Heavy Metal.

Guz69

MOM 2017 TOP30 Countdown - GALACTIC EMPIRE



A franquia Star Wars fez a cabeça de várias gerações de jovens pelo mundo afora. É aceitável portanto, a existência de bandas como o Galactic Empire. Projeto que tem como o objetivo único,  reinterpretar de forma bombástica as principais trilhas compostas por John Willians para a saga de George Lucas.
O resultado final é um makeover metálico hiper trampado, convincente e 100% instrumental, onde o senso de humor também se faz presente, de forma sutil e bem conseguida. Confira nos videos abaixo.




No Galactic Empire, os vilões da franquia ganham vida através de cópias idênticas e rebatizadas.
Boba Sett (bateria), Bass Commander (baixo), Dark Vader (guitar), Shadow Ranger (guitar), e Red Guard (guitar), são na verdade alter egos de produtores e músicos rodados da cena local no Estado da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA). O quinteto surgiu meio que do nada no ano passado, com o video para o tema principal de "Star Wars", e mêses mais tarde com o video da icônica "The Imperial March".




Com o impacto inicial do lançamento dos singles nas plataformas digitais, e da ótima recepção por parte da grande mídia e público em geral, o grupo atinge rapidamente a marca de 10 milhões de views no youtube. Como toda essa atenção gerada, não perdem tempo e arrecadam fundos na ordem de 60 mil dolares para financiar o lançamento do debut (Kickstarter), e de quebra, colocar de pé a logística ousada de sua primeira tour. Este disco só existe por causa do apoio de 755 fãs que bancaram os custos de sua produção! Uma realidade cada vez mais corriqueira, onde a simbiose entre as partes garante novos produtos e ações, através de um sistema de contribuição/recompensa justo e funcional.


No geral, trata-se de uma releitura audio-visual que funciona como um todo, atendendo em especial aos anseios compulsivos da geração nerd que existe entre os fãs de música pesada. Afinal, vivemos um repaginar do século XX em pleno século XXI, e a música, é claro, acompanha essa trend  revivalista, semi-nostálgica e semi-oportunista das franquias, que por vezes nos aprisiona no loop de adaptações do universo pop da ficção científica. Será que vai ter trilogia também?

Guz69

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

MOM 2017 TOP30 Countdown - NEED



Imagine o tribalismo rítmico-hipnótico do Tool, somado a uma boa dose do prog emotivo do Evergrey, mas com potencial sônico do Nevermore? Não conhece nenhuma dessas 3 bandas? Então não vale nem a pena continuar a ler este review. Agora você que conhece e gosta das bandas que mencionei, procure este álbum aqui em particular e devore-o na totalidade. Eu garanto qualidade máxima, e no mesmo nível técnico das bandas citadas ou de outras como Symphony X e Fates Warning.

O Need é oriundo de Atenas, Grécia, e foram meus convidados no especial Atlas do Rock que produzi sobre a cena de seu País em Abril passado. Naquela oportunidade eles haviam acabado de lançar este "Hegaiamas: A Song for Freedom", o quarto álbum de originais em 14 anos de atividade. O vocalista John Vogiantzis estava muito entusiasmado com as críticas do álbum, e ansioso com a primeira tour em território norte-americano.

No player abaixo é possivel ouvir o programa inteiro, ou passar diretamente para o depoimento do vocalista John Vogiantzis após a primeira meia-hora do programa.


Estou muito orgulhoso de poder recomendar este grande trabalho de metal progressivo, oriundo de um País Europeu pouco provável a primeira vista. No canal oficial da banda no youtube vocês podem conferir os videos oficiais retirados de Hegaiamas, tais como "Rememory" e "Alltribe", abaixo:




Guz69

MOM 2017 TOP30 Countdown - MASTODON


Confesso que demorei um pouco para subir no bonde do Mastodon este ano. Tudo por causa do single 'White Walker', lançado em 2015. Originalmente composto para a trilha sonora da 5ª temporada da série 'Game of Thrones', tratava-se apenas de uma bela balada acústica, nada muito surpreendente. Felizmente a novidade "Emperor of Sand" traz 11 novas canções repletas de energia, peso e coesão rítmica; elementos característicos da sonoridade inovativa e progressiva da banda. Para além disso, o álbum carrega uma grande dose de emoção, tendo sido inspirado pelas perdas recentes de familiares e amigos próximos dos músicos. O tempo é o fio condutor do conceito criado pela banda, por isso tantas reflexões nas letras sobre mortalidade e a luta pela sobrevivência. 

Entre as melhores músicas estão a mastodônica "Sultan's Curse" (que riffs!), a incrível "Steambreahter" onde o baterista Brann Dailor assume os vocais principais, e finalmente a apoteótica "Jaguar God", que é uma verdadeira montanha russa ao longo de seus 8 minutos (!), onde o 'Imperador do Tempo' é revelado. Isso sim é uma balada progressiva de respeito.

Confira o surreal video do tema Steambreahter abaixo!



Se você curte apenas a faceta mais melódica da banda, não deixe de conferir "Cold Dark Place", um ótimo EP de 4 músicas lançado em Setembro, 6 mêses após o lançamento de "Emperor of Sand".

Guz69