Metal Open Mind: MOM 2016 TOP30 - Parte 1/6

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

MOM 2016 TOP30 - Parte 1/6

Em 2016 tive acesso a 1324 álbuns dentro do espectro Rock/Metal mundial, e dentre eles listo abaixo os 30 melhores em minha opinião. A grande novidade deste ano é que inclui 10 bandas Brasileiras entre os melhores álbuns, afinal foi um ano extremamente produtivo para o cenário nacional.

Vale lembrar que se trata de um TOP de escolhas estritamente pessoal, ordenado alfabeticamente, e que mais uma vez representa bem o carácter sem fronteiras do Metal Open Mind.

Os primeiros 5 grandes destaques de 2016, você confere a seguir nas resenhas abaixo.

por Guzz69

30


O AIRBOURNE é uma banda de Hard Rock oriunda da Austrália e formada em 2003. Breakin’ Outta Hell é já seu quinto trabalho de estúdio, contando é claro com o EP Ready to Rock, a estréia independente de 2004. O quarteto é liderado pelos irmãos O'Keeffe, e continua a seguir os passos musicais de seus conterrâneos AC/DC, com uma fórmula musical muito similar, o que para muitos pode revelar alguma falta de criatividade... No entanto, se tivermos em consideração o ano atribulado que teve a banda de Angus Young com as saídas do vocalista Brian Johnson e do baixista Cliff Willians, a último tour com Axl Rose, e as indefinições quanto a seu futuro, podemos considerar o Airbourne como um dos principais candidatos a assumir seu legado. Rock simples e direto, com refrões marcantes e ritmos contagiantes. Sem dúvidas um dos melhores albuns do gênero lançado em 2016.

29


O AMARANTHE é um dos melhores exemplos de como o metal mais extremo pode flertar com a pop music com vigor e personalidade sem ser pedante ou descartável. Maximalism é o quarto trabalho de estúdio deste sexteto Suéco liderado pela bela vocalista Elize Ryd (com o vocal agressivo de Jake E. a fazer o contraponto), e vem consolidar uma carreira em constante evolução, marcada até o momento por singles de sucesso, videos com milhões de views no youtube, e diversas tours pelo mundo. Vale lembrar que um dos álbuns precursores deste fenômeno pop metal foi o incrível Pop Divas Goes Metal de 2001, onde o guitarrista alemão Rob Counterforce recriava hits da música pop em versão metalizada. Desde então surgiram inúmeras bandas a explorar este nicho, e o Amaranthe é sem dúvidas um dos mais bem sucedidos neste sub-gênero do Heavy Metal. Quebrou-se o tabu, e provou-se que o heavy metal também pode ser pop, sem perder peso e qualidade.

28


Primeira banda Brasileira a figurar neste Top e também responsável por um dos melhores lançamentos nacionais de 2016. O ANCESTTRAL é um quarteto Paulistano que não esconde sua paixão por uma das maiores referência do thrash metal mundial, o Metallica. O grupo é liderado pelo talentoso Alexandre Grunheidt na guitarra e voz, e já conta com mais de 10 anos de carreira. No entanto, Web of Lies é apenas seu segundo álbum de longa duração, sucessor da estréia The Famous Unknown de 2007. Com uma produção independente, imaculada e acima da média, o novo álbum traz um rol de ótimas canções que invariavelmente nos remetem ao que de melhor James Hetfield e Cia produziram nos últimos 30 anos, mas sem nunca precisar recorrer a cópia carbono. A essência do thrash está lá, porém sua música têm personalidade própria, letras inteligentes e um potencial impressionante. O Ancesttral é também um grupo que não se inibe de absorver referências do metal contemporâneo, fazendo sua música soar autêntica e atual. Web of Lies é sem dúvidas um disco revigorante e imprescindível na coleção de qualquer metalhead que se preze.

27


O que dizer dos norte-americanos ANIMALS AS LEADERS sem parecer redundante? Já me tinham convencido plenamente com o álbum The Joy of Motion de 2014, e conseguem com este The Madness of Many elevar a fasquia em termos técnicos e criativos. Sim, a música é instrumental, polirítmica, e por vezes auto-indugente, porém de extrema qualidade e originalidade. O trio se mostra em plena forma técnica, e é sem dúvidas um dos nomes mais sonantes da geração djent. Músicas como Arithmophobia e Ectogenesis, as duas primeiras do novo trabalho parecem criações alienígenas de tão fora do padrão terrestre, captando o interesse do ouvinte a descobrir a totalidade da obra. O Animals as Leaders não cansa de nos surpreender, e este último álbum é apenas uma pequena amostra da extrema capacidade músical do grupo, que funde como poucos as nuances do jazz com a pulsação eclética do Rock pesado sem fronteiras.

26


Album de estréia deste quinteto norte-americano de Massachusetts que pratica uma sonoridade progressiva bem diferenciada, que se enquadra como uma luva na geração Post-Metal/Shoegaze atual, onde ambiências espaciais repletas de melodias etéreas transportam o ouvinte para a descoberta de novos mundos, através de uma avalache de riffs e ritmos invarialvelmente desenfreados e arrebatadores. No geral a atmosfera é emocional e convidativa, porém intensa e intrigante. Há uma sensação de urgência na busca do desconhecido sempre presente nesta obra do ASTRONOID, onde o grupo se mostra bastante confortável explorando dicotomias rítmicas a cada faixa, enquanto a voz açucarada do guitarrista Brett Boland preenche todos os espaços de forma simples e harmoniosa. Bandas como Cynic e Alcest são referências assumidas pela banda, mas em Air surgem bem disfarçadas por entre camadas de intensidade, personalidade e emoção.

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