Metal Open Mind: MOM 2016 TOP30 - Parte 3/6

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

MOM 2016 TOP30 - Parte 3/6

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O DIAMOND HEAD é uma daquelas bandas meio azaradas que nunca conseguiu grandes feitos durante sua carreira. De importância fundamental ao movimento NWOBHM dos anos oitenta, influenciaram bandas e estilos do outro lado do Atlântico sem nunca alcançarem o merecido sucesso comercial. Formados em 76 em Stourbridge (Inglaterra), não resistiram a inúmeras mudanças de formação e sonoridade ao longo dos anos. Ressucitados pela segunda vez desde 2000, contam atualmente com um único membro original, o guitarrista Brian Tatler. Para este regresso homônimo de 2016 recrutaram o vocalista Dinamarquês Rasmus Andersen, que ajudou a dar uma nova identidade para banda, revitalizando sua sonoridade para os tempos atuais. Músicas como Shout at the Devil e Wizzard Sleeve nos transportam a clássicos de outrora, enquanto temas como a incrível Bones revelam o potencial de uma banda renovada e pronta para voos mais audaciosos.

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O HAKEN é uma das bandas mais interessantes da nova geração rock/metal progressivo oriunda de Londres, e Affinity é já seu quarto trabalho de longa duração. Meu primeiro contato com a banda foi através do EP Restoration de 2014, e apesar de conter apenas 3 temas, me fez ansiar por este novo trabalho que presta tributo ao prog dos anos 80. Minhas expectativas eram altas, e a banda não decepciona nesta novidade que prima por uma excecução acima da média, e uma musicalidade calcada na variedade e bom gosto. O conteúdo lírico também é destaque, tratando de temas como inteligência artificial e a relação do homem com máquinas e computadores. Algumas passagens nos remetem aos melhores momentos de dinossauros do rock como Yes e Rush, enquanto em outros momentos o grupo apresenta uma abordagem mais moderna e pesada. E é justamente este mix entre o clássico e o contemporâneo que faz de Affinity um dos melhores albuns do gênero em 2016.

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O multi-instrumentista Norueguês Vegard Sverre Tveitan, mais conhecido como IHSAHN da banda de Black Metal Emperor, vem lançando álbuns a solo desde 2006, sendo este Arktis já seu sexto trabalho de estúdio. Confesso que a banda Emperor nunca me chamou a atenção, apesar de serem referência da cena BM mundial. Talvez por isso, este álbum tenha me surpreendido tanto, afinal o músico explora diversos espectros do rock com muita personalidade sem nunca esquecer seu passado dentro da música mais extrema. A faceta progressiva está bem evidente também, beirando o épico em temas como Mass Darkness, e o Hard Rock em Until I Too Dissolve. O músico alterna vocais "limpos" com seu característico registro "sujo", e o resultado é pra lá de convincente. No entanto, é o experimentalismo presente em Crooked Red Line, com direito a solos de saxofone, um dos momentos mais intimistas e inusitados de todo o álbum.

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O Metalcore vem se consolidando como o gênero preferido das novas gerações de músicos que curtem as sonoridades mais extremas do heavy metal. Aqui no Brasil o movimento vem ganhando força com inúmeros lançamentos de qualidade, tais com este Despertar do jovem quinteto Cearense IN NO SENSE. O diferencial desta estréia em longa duração está na potência das canções, através de riffs matadores e uma excecução instrumental imaculada, para além de um extremo cuidado melódico nas harmonias vocais dos refrões a cargo do guitarrista Matheus Ferreira, enquanto o vocalista Jeferson Veríssimo vocifera letras em Português. A produção do disco também merece destaque, o que coloca a banda num patamar diferenciado perante a concorrência. Quem quiser conferir este petardo, poderá baixar gratuitamente através do site oficial da banda.

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Formados pelo duo Jonas Renkse e Anders Nyström em 91, lançam 4 álbuns antes de se estabilizarem como quinteto em 2000. Deixando para trás o passado Death Metal, lançam outros 5 álbuns pautados por uma sonoridade mais melódica e progressiva, embora sempre negra, intimista e emocional, garantindo-lhes um maior reconhecimento a nível mundial. O mais recente trabalho The Fall of Hearts mantém o excelente nível alcançado em Dead End Kings (2012), mesmo com algumas mudanças na formação, nomeadamente a entrada do guitarrista Roger Öjersson e do baterista Daniel Moilanen. Tive a oportunidade de conferir esta nova formação em sua última passagem pelo Brasil no Overload Fest, e pude confirmar a excelência do novo repertório ao vivo. O KATATONIA é uma banda madura, que musicalmente faz o que quer sem se prender a rótulos, mas sempre de forma irrepreensível, tocando fundo o coração e a alma de seus fãs.

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